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HISTÓRIA DE CRICIÚMA


Nasce uma Cidade

Criciúma emerge no cenário sul catarinense como uma cidade pólo de indústria e comércio. A situação geográfica, os modos de vida, a existência do carvão, o trabalho de muitos homens e mulheres criaram e recriam, todos os dias, várias identidades para o município.

Muitos lugares de Criciúma mostram as marcas de sua história. História que foi registrada a partir da vinda dos primeiros imigrantes europeus em 1880. Alguns indícios desta imigração encontram-se em memoriais e edifícios que reportam o trabalho agrícola, primeira atividade econômica desenvolvida nesta região, como por exemplo: o Monumento à Pedra Mó, localizado no centro da cidade e alguns engenhos desativados de cana-de-açúcar, farinha de milho e mandioca; reportam a religiosidade dos imigrantes italianos, alemães e poloneses, visível na arquitetura dos templos católicos construídos no início do séc. XX, bem como, nas pinturas sacras e imagens de santos.


O Desenvolvimento do Trabalho
O comércio foi desenvolvido desde o final do século XIX, muitos imigrantes e filhos de imigrantes dedicaram-se para as atividades mercantis. Vinculada ao pequeno comércio, a passagem de tropeiros e ao cruzamento de estradas que alcançavam vários pontos do nascente município, surgiu a praça principal da cidade - Praça Nereu Ramos -, que recebeu urbanização e ajardinamento na década de 1930.

A partir de 1913, foram desenvolvidas atividades carboníferas, sem dúvida um grande marco econômico e social na história de Criciúma. Pois, a mineração não só ofertou empregos fixos, como atraiu um grande contigente de mão-de-obra, pessoas que vieram do litoral e região próxima da serra, num momento em que o lugar não dispunha de infra-estrutura para receber tantas pessoas. A população praticamente triplicou entre as décadas de 1940-1950, isso acarretou um problema social, pois o aglomerado de pessoas, juntamente com a poluição do carvão desembocou em problemas de falta de água potável, saneamento básico, motivando ploriferação de várias doenças.


Capital Brasileira do Carvão
Nesta época, a paisagem da cidade evidenciava as vilas operárias mineiras, os campos de futebol, as minas de carvão acompanhadas dos montes de pirita (rejeito do carvão) e os lavadores de carvão; os caminhões e locomotivas transportando o mineral e espalhando o pó pelo ar e pelo solo criciumense. Na década de 1940, a cidade recebeu a alcunha de Capital Brasileira do Carvão.

A partir desta década, o município passou por um processo de modernização. Depois da estrada de ferro (década de 1920), veio o cinema (década de 1950), o rádio (anos 1950), as primeiras agências de banco (déc. 1940), etc.


Um Novo Horizonte
As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por um processo de higienização e de diversificação econômica.

Neste tempo, o cemitério muncipal foi transferido do centro (1965) e a estrada de ferro, que atravessava a cidade de leste a oeste pelo centro de Criciúma, foi deslocada para a periferia, juntamente com as casas das pessoas empobrecidas que havia junto aos trilhos (1974). Foram construídos dois novos hospitais, pois, havia apenas o hospital São José (déc. 1930): o hospital São João Batista e o hospital psiquiátrico - Casa de Saúde do Rio Maina. Foi também, o período de abertura de avenidas (1974) e grandes estradas (1965), bem como, a realização da urbanização e ajardinamento da Praça do Congresso (déc. de 1960). Em termos de educação, a cidade implantou e aprimorou algumas instituições de ensino como a Escola Técnica da Sociedade de Assistência aos Trabalhadores do Carvão- SATC, alguns colégios particulares e a implantação da Fundação Educacional de Criciúma- Fucri (1968), atualmente Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC.

As indústrias: cerâmica, vestuário, alimentícia, calçado e construção civil começaram a consolidar-se no cenário da cidade que até então era reconhecida pela extração do carvão, envolvendo outras categorias de trabalhadores.


O Movimento Sindical
Na década de 1980, acompanhando a abertura política que viveu o país, emergiu o movimento sindical. Mineiros, metalúrgicos, bancários, servidores públicos, motoristas e outros organizaram-se e realizaram muitos movimentos reivindicatórios. A cidade ficou conhecida no Estado de Santa Catarina, como uma cidade de movimento sindical combativo.


De Volta às Raízes
Na mesma década, a cidade comemorou o centenário da chegada dos primeiros imigrantes, surgindo daí, a preocupação de construir alguns lugares e situações que pudessem mostrar uma identidade voltada para as expressões culturais étnicas, fato que não está isolado do restante do Estado de Santa Catarina, pois, várias cidades nesta mesma época, construíram festas vinculadas a questões étnicas. Em Criciúma, formaram-se alguns grupos folclóricos e se investiu em uma festa para a cidade, a chamada Quermesse de Tradição e Cultura, atualmente intitulada Festa das Etnias, que proporciona espaço para as manifestações culturais das seguintes etnias: afro-descendentes, portuguesa, polonesa, alemã, árabe e italiana. No mesmo período, a Associação Coral de Criciúma construiu outro evento: o "Festival Internacional de Corais", que se realiza até os dias de hoje.


A Criciúma de Hoje
A cidade está organizada em vários bairros e em muitos deles ainda encontramos atividades ligadas a agricultura.

Quanto à mineração, apesar de não haver mais nenhuma mina no território de Criciúma, o município ainda é o centro administrativo das indústrias carboníferas e possui muitos locais de beneficiamento e transporte do mineral. Existe um comércio bastante desenvolvido, fato que está ligado à indústria do vestuário. Encontramos também muitas cerâmicas, indústria de plásticos, calçados, metais, etc.

Em termos de entretenimento a cidade possui quatro cinemas e um teatro, acontecendo vários eventos e festividades durante o ano: Carnaval de Rua, Festival de Corais, Festa das Etnias, MotoMix, Festa de Santa Bárbara, Festa da Rota da Imigração, Teatro para Todos, Meio Dia Cultural, Arcos Culturais, etc.

Desta forma, no emaranhado de muitas relações, a cidade se apresenta para os transuntes, as suas identidades, a sua história e o seu jeito de viver.

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Fonte: Fundação Cultural de Criciúma - Site: www.pmc.gov.br

 
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