Quem acompanha o futebol, no mundo inteiro, sabe muito bem das complicações que traem uma mudança radical de comportamento e de diretoria em um clube de futebol. No caso do Criciúma, onde Antenor Angeloni foi o “escolhido”, pela segunda vez nesse tipo de situação, a primeira aconteceu em 1978, quando ele assumiu o clube depois de sua volta à vida profissional, os resultados não aparecem do dia para a noite.
As alterações, as decisões de mudanças, contratações em grande escala e falo em quantidade, buscam sempre solucionar os problemas, mas, nem sempre os resultados vêm de forma imediata.
Entendo que o time dentro de campo, apesar de não representar as ansiedades do torcedor, vem brigando para conseguir o equilíbrio necessário para ser taxada de “consistente”.
As dificuldades são aparentes, ninguém pode afirmar o contrário. Mas a conquista de um ponto na estréia do brasileiro da série C e, acontecendo na casa do Juventude, uma equipe sempre perigosa, deve servir de alento para a continuidade do processo de remodelação do clube.
Rendimento, resultado...
Eles vêm sempre após um bom trabalho de planejamento e execução de um projeto. Não podemos esperar milagres. É preciso apostar na continuidade dos trabalhos que estão sendo feitos por Antenor angeloni & Cia.
Nesse momento, o maior perigo é a possibilidade de que o comandante tricolor se canse das dificuldades, da falta de apoio de alguns grandes empresários e acabe abandonando o barco.
As conversas de “canto de sala” também atrapalham na solução dos problemas. A hora é de junção de idéias e ações para que os problemas sejam sanados.
Tamancada
O avaí resolveu de vez atacar a estratégia do Felipão, estreante no jogo da ressacada comandando o Palmeiras. Enquanto o treinador do “verdão” escalou 3 volantes e cinco defensores atrás deles, o Avaí do Antônio Lopes resolveu se insurgir e aplicar uma sonora goleada, 4 a 2.
Só lembro que para jogar na frente é preciso ter plantel, jogadores, conjunto e peças que se entendam dentro de campo. Mas, fiquei satisfeito pelo resultado ter acontecido contra o Felipão, armador desse sistema defensivo utilizado no Brasil e no mundo já há algum tempo. Chega de volantes e de esse monte de defensores atrás.
Sou a favor de se formar um time que ataque, que de espetáculos, que faça gols e encante os torcedores, ávidos por soltar o grito da garganta.