O Criciúma venceu, ainda bem, o Metropolitano por 2 a 1. O jogo foi em casa, ao lado de mais de quatro mil torcedores. O placar foi importante, a soma de 3 pontos deixa o time como um dos postulantes à vaga no cruzamento do returno da Copinha SC.
Pois é, até aí..... tudo bem. Mas que o time continua um grupo de jogadores “estrangeiros”, como se fala no mundo da bola, não tenho a menor dúvida. No aspecto individual e coletivo o grupo comandado pelo Argel Fukcs permanece um “bando” de moscas tontas. Cada um sabe da sua função, trabalha dentro da sua posição e busca fazer o melhor que pode, mas... e daí?.
É pouco, muito pouco, pouco mesmo. É bem assim. As garras do tigre estão dispersas. O time dentro de campo ainda está muito longe de atender às aspirações do torcedor. Um dado estatísco chama a atenção no momento e é extremamente preocupante. O tigre, do treinador Argel Fucks é campeão no que diz respeito à aplicação de cartões, amarelos e vermelhos.
Difícil mesmo é ouvir a entrevista no final do jogo do comandante tricolor. As palavras saem de sua boca sem muita força, apenas e tão somente repetindo o que diz a cada jogo. As justificativas, evasivas, até acho desnecessárias em virtude da situação que ele enfrentou quando foi contratado, mas, devem diminuir a cada jogo do time. O que falta mesmo é tempo para preparação, jogadores mais qualificados e um treinador que fale menos, de preferência somente o que precisa.
Garra, vontade, determinação.
Para a maioria dos treinadores brasileiros, iniciar uma preleção com seus jogadores sem essas palavras é o mesmo que entrar num campo de futebol sem estar devidamente trajado.
Parece que eles entendem que o time, dentro de campo, superará a falta de qualificação técnica, do entrosamento necessário e, naturalmente, ouvindo isso, ruma diretamente para a conquista de uma grande vitória.
Que bom se a coisa fosse tão simples assim. A realidade é outra, bem outra. Um grupo de jogadores, identificados como um time de futebol entra em campo como sendo a última etapa de preparação planejada por uma diretoria de um clube.
O resultado, positivo ou negativo, será conseqüência de tudo o que for feito até esse momento. Então, senhores treinadores, que tal iniciar um movimento da categoria para pleitear junto aos diretores e presidentes de clubes um tempo adequado para a formação de um grupo para disputar competições.
Grupo fechado?
Ouvi isso no final do jogo contra o Metropolitano, do ala alemão, do tigre, ao repórter Rogério Dimas: O nosso grupo está fechado, ninguém chega mais e esse grupo jogará até o final da copa SC e o brasileiro da série C. Duvido. Apesar de entender que o presidente está fazendo tudo o que pode para fazer um time competitivo, acho que ele terá que mudar sua estratégia no que diz respeito a contratações. O time precisa de mais ou menos 5 ou 6 jogadores de maior qualificação, urgentemente, sob pena de ter que brigar também para não cair para a série D do brasileiro de 2011.
Brasil........exa.
Pode até ser. Confesso que estou com um pé atrás. Nossa seleção carece e muito das performances de Júlio César, Maicon, Lúcio, Kaká, Luiz Fabiano e Robinho. Esse número pode não representar o suficiente para que o time tenha o equilíbrio ideal nos jogos.
Existe ainda o medo de que Kaká e Luiz Fabiano não consigam render o que sabem e podem, em virtude de estarem voltando de lesões, me deixa bastante preocupado.