Não tenho dúvidas de que Avaí e Criciúma não terão boas condições de jogo no gramado do Estádio Renato Silveira, do Guarani de Palhoça. O local é um encharcado só e com as chuvas que caíram em Florianópolis deve prejudicar o andamento do jogo.
Aliás, sinceramente não dá para entender a escolha. Prefiro pensar que o time de Florianópolis esteja tratando a Copa Santa Catarina como apenas e tão somente uma obrigação de cumprimento de calendário.
Do lado do Criciúma, a esperança é de que o time, dentro de campo, continue sua trajetória em busca de um melhor entrosamento, de ritmo de jogo no aspecto individual por parte dos jogadores que continuam chegando ao Majestoso.
Desconfiança
Ela precisa ser encarada como natural no atual momento em que vive o Criciúma. Apesar de estarmos no meio do ano, a necessidade de desmanche do grupo inteiro que disputou o catarinense era obrigatória.
Dos que vestiram a camisa tricolor no estadual ninguém conseguiu a nota mínima necessária pra aprovação. Todos foram reprovados, do presidente ao último da comissão técnica anterior. Portanto, é hora é de recomeçar mesmo, do zero, buscando uma nova identidade para o tigre.
Desnecessário
O treinador Silas, do Grêmio, continua tendo comportamentos inadequados para quem quer ter uma carreira brilhante como treinador de futebol. Segue caminhos tortuosos, provocando jogadores, instigando arbitragens e jogando no ar, sempre, situações que dão a impressão de servir como desculpa antecipada por derrotas do seu time.
Depois da vitória no jogo de ida contra o Santos, em Porto Alegre, o treinador já antecipou que a arbitragem deveria coibir a forma de jogar do Neymar, do Santos, a maior promessa do futebol no momento.
O pior é que ele conseguiu desestabilizar a arbitragem do jogo. O “juiz” da partida, Sr. Marcelo de Lima Henrique, carioca, mostrou insegurança desde o início do jogo. Permitiu o jogo duro do Grêmio, a provocação constante do Neymar, faltas desleais e deixou de expulsar dois jogadores do Grêmio por agressões.
Teve uma arbitragem complicada, por iniciativa própria ou por que tremeu com tamanha responsabilidade. Ele e o Silas foram dois personagens que trabalharam contra a beleza do espetáculo.
Características distintas
O Santos demonstra desde o início do ano que tem um time leve, de toque de bola, criativo, qualificado do meio para frente e com um treinador que dispensa comentários, é o melhor dos melhores da temporada no futebol brasileiro.
O Grêmio sempre foi um time de força, marcação em cima, provocador por natureza e que não abre a mão de brigar por resultados, em qualquer situação de jogo. Venceu a técnica, a habilidade, a apresentação especial do Ganso, do Robinho e a irreverência do Neymar.
Confesso que não perdi a esperança de continuar torcendo pelo futebol espetáculo. Os treinadores que gostam de retranca, de trogloditas marcando e batendo, se dependesse de mim, teriam que permanecer na fila de espera para se reciclarem.